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Cabo Verde e as Energias Renováveis
16 de Setembro
Cabo Verde e as Energias Renováveis
Leonesa Fortes

É um grande prazer e grande honra ter sido convidada a escrever este Editorial para a Newsletter da ALER, uma oportunidade de partilhar o entusiasmo e aposta calorosa de Cabo Verde nas energias renováveis e no desenvolvimento sustentável, que agradeço profundamente.
 

A Lusofonia é uma diversidade que congrega a partilha de uma língua, de uma história comum mas também, a partilha de valores. E, um desses valores é a defesa intransigente de uma trajetória sustentável para todos os países Lusófonos e povos deste nosso único planeta. O desenvolvimento sustentável tem de ser baseado numa economia que não depreda o nosso ecossistema mais do que ele pode regenerar e que, também, seja instrumento de redistribuição de riqueza e criação de bem-estar social.
 

O combate às mudanças climáticas e o desafio de produzir riqueza sem emissão de gases de efeito de estufa, que têm na produção e consumo de energia é uma das principais fontes, tem sido, mundialmente, um dos grandes motores do desenvolvimento das energias renováveis. Apesar de alguns países da Lusofonia estarem entre os mais influentes do mercado de combustíveis fósseis, todos abraçaram a causa das energias renováveis.
 

Mas, devido à pequena dimensão do mercado e a dispersão das suas ilhas, a aposta nas energias renováveis em Cabo Verde tem, também, um racional económico. Com custos elevados de produção e importação de energia e uma dependência extrema dos combustíveis fósseis, a aposta nas energias renováveis em Cabo Verde é um meio de reduzir custos, aumentar a competitividade da sua economia e melhorar a sua balança comercial.
 

Com cerca de 25% de toda a eletricidade consumida produzida a partir de fontes de energias renováveis, Cabo Verde posiciona-se como líder no que toca a penetração de energias renováveis (excetuando as grandes hídricas). O objetivo de atingir, a breve trecho, uma penetração de 100% de energias renováveis na produção de eletricidade, reduzindo a dependência externa, é fruto da vontade em manter essa liderança e demonstrar que é possível uma aposta em tecnologias limpas com benefícios económicos e criação de emprego e bem-estar social.
 

Aproveitamos para saudar efusivamente a ALER cuja missão deverá contribuir para o alcance dos objetivos almejados pelos países lusófonos a nível da promoção, capacitação, partilha de informação e experiências no âmbito das energias renováveis.
 

Saudações e boa leitura deste novo número da Newsletter da ALER.

Leonesa Fortes 

(Ministra do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial de Cabo Verde)