21 de Julho de 2016

G20, apoiado pela IEA e pela IRENA analisam os progressos no fornecimento de energia limpa

Os ministros da Energia dos países do G20 reuniram-se entre 29 e 30 de Junho, em Pequim, na China, onde discutiram a expansão do acesso à energia, de fontes de energias alternativas e da eficiência energética. Antes do encontro ministerial, a 28 de Junho, teve lugar a terceira reunião do Grupo de Trabalho da Sustentabilidade Energético do G20.


Na reunião Ministerial de Energia, o Director Executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, fez o discurso principal focando-se nas prioridades do G20 para aumentar o acesso à energia e o investimento no sector de energia, e fazer a transição para energias mais limpas. Relativamente a estas três prioridades, ele destacou que aumentar em 7% o investimento em tecnologias modernas de energia limpa até 2040 poderá ajudar a salvar três milhões de vidas. Esta descoberta foi publicada no Relatório Especial da IEA sobre Energia e Poluição do Ar, divulgado no dia 27 de Junho.


Birol também falou sobre o Acordo de Paris, salientando a necessidade de partilhar as melhores práticas de segurança de abastecimento de energia, a regulamentação do mercado energético e melhorar a eficiência, a fim de limitar o aumento da temperatura global para menos de 2 °C acima dos níveis pré-industriais, como descrito no objetivo do Acordo.


Os Ministros da Energia do G20 divulgaram um Comunicado na reunião que destaca os planos do grupo para abordar o acesso à energia, construir um futuro de energia limpa e promover a eficiência energética através do Programa de Eficiência Energética do G20 (EELP). Para tal, os Ministros aprovaram também um roteiro de acesso à energia, “Melhorar o acesso à energia na Ásia e no Pacífico: Principais Desafios”, um Plano de Colaboração de Acção Voluntária do G20 (também para o acesso à energia), bem como o Plano Voluntário de Acção do G20 para as Energias Renováveis. Enquanto o Comunicado reconhece o compromisso do G20 que remonta a 2009, para "racionalizar e eliminar a médio prazo os subsídios inefecientes aos combustíveis fósseis que fomentam o consumo excessivo", este não define um prazo para fazê-lo, apesar dos apelos de muitos grupos da sociedade civil que antecederam a reunião.


À margem da reunião do G20 de energia, a Agência Internacional de Energias Renováveis ​​(IRENA) reuniu participantes para fazerem um balanço dos progressos realizados no âmbito do G20 Toolkit of Voluntary Options for Renewable Energy Deployment (Kit de Ferramentas de Acções Voluntárias para a utilização das Energias Renováveis do G20). Este conjunto de ferramentas, que é liderado pela IRENA, sob a orientação do Grupo de Trabalho da Sustentabilidade Energética, pretende mobilizar o financiamento para a implementação das energias renováveis, enquanto reduz custos e identifica oportunidades.

 
A IRENA comunicou o progresso nas cinco áreas prioritárias do kit de ferramentas. Por exemplo, na redução dos custos com tecnologia, os custos com as turbinas eólicas baixaram em 30-40% e os módulos solares em 80% desde 2009. Na troca de boas práticas sobre como facilitar a integração dos quadros políticos e dos sistemas de energia, a Base de Dados de Políticas e Medidas da IRENA/IEA disponibiliza mais de 700 políticas para os países do G20. Na mobilização de financiamento através de mitigação de riscos, a IRENA divulgou um relatório intitulado “Unlocking Renewable Energy Investment: The Role of Risk Mitigation and Structured Finance”. A nível das potencialidades tecnológicas e roteiros, a IRENA destacou dois relatórios, um de análise da viabilidade, custos e benefícios de duplicar a quota global das energias renováveis ​​até 2030, e o outro que identifica as áreas de acção para os decisores políticos do G20 levarem as energias renováveis. Na implementação de bioenergia moderna, foi publicado o relatório 'Boosting Biofuels: Sustainable Paths to Greater Energy Security.'