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Quinze países da África Austral reuniram-se em Maputo para discutir soluções energéticas
9 de Maio
Quinze países da África Austral reuniram-se em Maputo para discutir soluções energéticas

Quinze países da região da África Austral reuniram-se durante a Cimeira de Energias e Infraestruturas da África Austral em Maputo para procurarem soluções para garantir o fornecimento contínuo de energia à sua população.
 

Melhorar o fornecimento de energia eléctrica só será possível com mais e melhores infraestruturas, defendem os 15 países da África Austral presentes na Cimeira de Energias e Infraestruras, em Maputo.
 

Marcelina Mataveia, directora-adjunta de energia de Moçambique, defende que é necessário apostar na diversificação das fontes energéticas, para que o país possa ter electricidade suficiente para o consumo interno e para exportação.
 

“Nós não vamos olhar apenas para uma das fontes, mas temos que saber que diferentes fontes de energia se complementam, para trazer uma maior segurança energética ao país e não só. Moçambique também pode contribuir para o fornecimento de energia na região”, afirmou Marcelina Mataveia, à margem da conferência.
 

Para além da energia gerada pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa, na província de Tete, Moçambique explora gás e carvão. No entanto, ainda há alguns desafios para ultrapassar, como a identificação de soluções mais viáveis, que possam ajudar a alavancar a situação económica do país.


A directora-adjunta da energia acredita que é preciso criar um ambiente favorável aos investimentos. “Nós pretendemos criar um ambiente favorável de negócios, para que possamos dar à nossa população maior acesso à energia, fiável e de qualidade”, afirma Marcelina Mataveia. “Deparamo-nos com grandes desafios, como a produção, o transporte e o fornecimento de energia de melhor qualidade”.
 

A Cimeira de Energias e Infraestruturas da África Austral teve lugar entre os dias 4 e 6 de Maio, em Maputo, Moçambique. Contou com a participação de Moçambique, Angola, Namíbia, Botswana, Lesoto, Zimbabué, África do Sul e Madagáscar, Maurícias, Zâmbia e Malaui.
 

Fonte Deutsche Welle