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Angola contemplada no novo Programa de mini-redes em África
15 de Dezembro de 2022
Angola contemplada no novo Programa de mini-redes em África

Foi lançado no dia 15 de Novembro na COP27, o Africa Mini Grids Program (AMP), um programa de assistência técnica para novas oportunidades de desenvolvimento que tem como objectivo possibilitar o fornecimento de energia de forma rápida e económica para algumas das comunidades mais pobres em África.

 

Actualmente, o programa contempla vinte e um países, distribuídos em três rondas e Angola está entre os oito países da primeira ronda com um orçamento de 1 milhão de dólares e com o Ministério da Energia e Águas (MINEA) como parceiro.

 

O financiamento deste programa é liderado pelo Global Environment Facility (GEF) e implementado pelo PNUD em parceria com governos nacionais, o RMI (fundado como Rocky Mountain Institute) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAfD), a abordagem de transformação de mercado da AMP visa ajudar os países a atrair investimento privado para ampliar e acelerar a implementação de mini-redes de energia renovável.

 

As mini-redes têm um grande potencial para aumentar o acesso à energia nos 21 países da AMP – alimentando residências, centros de saúde e escolas, e empresas, impulsionando o crescimento económico.

 

O PNUD estima que as mini-redes serão a abordagem de menor custo para levar energia a 265 milhões de pessoas nesses países até 2030. Estão estipulados US$ 65 bilhões em novos investimentos, principalmente do sector privado, com esse valor estima-se construir 110.000 mini-redes, fornecendo energia a mais de 200.000 escolas e clínicas, e a mais de 900.000 empresas.

 

 “O AMP é o programa de acesso a energia mais ambicioso do PNUD. A sua abordagem de transformação de mercado visa gerar impacto no ritmo e na escala necessários para ajudar os países a alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou Achim Steiner, Administrador do PNUD.

 

Com foco em vários recursos de redução de custos, a AMP visa apoiar o investimento em escala, melhorando a viabilidade financeira das mini-redes. O programa trabalhará com os países para implementar as políticas e regulamentações que permitem o investimento privado, criando de forma duradoura as condições para a implementação de mini-redes de energia renovável em escala.

 

Objectivo: Ampliar a acção para trazer novas oportunidades de desenvolvimento sustentável em toda a África


O AMP tem como objectivo o desenvolvimento do acesso à energia a uma ampla gama de comunidades em todo o continente, concentrando-se no apoio ao seu uso produtivo, para possibilitar o desenvolvimento socioeconómico ao melhorar a qualidade dos sectores agrícola, de saúde, de educação e os pequenos negócios.

 

"As mini-redes verdes não são apenas essenciais para colmatar a lacuna de acesso à energia em África, mas também podem fornecer um impulso crítico ao desenvolvimento socioeconómico em áreas rurais, aumentar a resiliência climática e substituir fontes de combustível intensivas em carbono", acrescentou o Dr. Daniel Schroth, Director do Departamento de Energias Renováveis e Eficiência Energética do BAfD.

 

O AMP visa complementar as actividades de apoio ao investimento em mini-redes na África e, para isso, identificou três áreas principais de oportunidades: diálogos nacionais para identificar as melhores maneiras de implementar mini-redes; uso produtivo de energia e digitalização para mini-redes.

 

Os 21 países AMP representam um conjunto diversificado de países africanos, cada um com as suas especificidades de mercado energético e contextos de desenvolvimento: grandes e pequenos mercados; países anglófonos, francófonos e lusófonos; pequenos estados insulares em desenvolvimento; e países em contextos pós-crise.

 

O AMP é um componente-chave do compromisso do PNUD de mobilizar parceiros através do Centro de Energia Sustentável para permitir o acesso a energia sustentável a cerca de 500 milhões de pessoas até 2025. A implementação do AMP já começou com o lançamento do Programa Nacional da Nigéria e projectos Eswatini em 2022 e continuará até 2027.

 

Fonte © UNDP