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ASAER cria o GTER - Grupo de Trabalho das Energias Renováveis
20 de Dezembro de 2021
ASAER cria o GTER - Grupo de Trabalho das Energias Renováveis

O GTER - Grupo de Trabalho das Energias Renováveis, realizou a sua primeira reunião no passado dia 17 de Novembro, co-organizada pela Embaixada Britânica e pela ASAER, com o objectivo de discutir questões ligadas ao financiamento de projectos de energias renováveis (ER) em Angola, com recurso a capital vindo do exterior do país e com o apoio da banca nacional.

 

A sessão contou com a presença do Sr Secretário de Estado da Energia, Engº Belsa da Costa, com representantes dos Ministérios das Finanças e Economia e Planeamento, para além de instituições como o regulador no sector da energia e águas, IRSEA, empresas públicas como a RNT, Prodel e Sonangol, entidades do sector bancário como o BAI, o BFA e o Standard Bank, e ainda, representantes da Embaixada Britânica e dos EUA, para além do sector empresarial privado.

 

Na reunião, foi realçado o facto de que o principal problema para o desenvolvimento das ER em Angola não reside na falta de financiamento internacional, mas sim, na necessidade de se desenvolverem alternativas aos caminhos criados anteriormente para a obtenção de garantias para os investidores, procurando-se soluções já existentes no sector financeiro internacional, assim como, criar um quadro fiável e transparente para a exportação dos dividendos resultantes destes investimentos.

 

Outra preocupação apontada na sessão foi a distorção económica criada por um quadro de subsídios ao preço da electricidade e dos combustíveis, que retira a capacidade do comprador único nacional, a RNT, de se estabelecer como o parceiro com as competências financeiras suficientemente robustas para transmitir a confiança necessária aos investidores que com ela pretendem discutir os Contratos de Aquisição de Energia, como fruto de eventuais concessões para o estabelecimento de unidades de produção de electricidade com base em ER.

 

O papel inexistente da banca nacional na promoção deste tipo de investimentos foi também abordado, sendo referida a necessidade deste sector em encarar esta possibilidade de uma forma pró-activa, criando laços com instituições internacionais das finanças, e do sector da ajuda ao desenvolvimento, para além de todas aquelas que se preocupam em promover a transição energética no âmbito da descarbonização do planeta, para que se possa criar um movimento mais centrado nos pequenos e médios projectos, que envolvam empresas nacionais, e permitam uma penetração de soluções de ER para a resolução do enorme problema da baixa taxa de electrificação que ainda se regista no país.

 

Para além disso, ficou claro na reunião a importância de ser criado um Grupo de Trabalho permanente para análise de assuntos ligados às ER, com o propósito de apresentar soluções a colocar à consideração dos órgãos decisores, assim como, proporcionar caminhos para aqueles que pretendem investir no sector das Energias Renováveis.

 

Fonte: 2º Boletim Informativo da ASAER