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13 de Dezembro de 2022
Cabo Verde amplia sistema de saneamento das águas residuais em Santa Maria

Em Novembro, o Primeiro Ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, inaugurou as obras de ampliação do Sistema de Saneamento das Águas Residuais de Santa Maria, na ilha do Sal. Após a sua operacionalização, em 2017, o progressivo crescimento da actividade turística na Ilha do Sal, tornou indispensável esta actuação, promovida em forma de parceria público privada junto do Governo, a Câmara Municipal do Sal e a empresa concessionária do serviço de saneamento na Ilha, a Águas de Ponta Preta - Ambiente, associada da ALER.

 

O projecto de ampliação, contemplou a extensão da rede de esgotos com uma nova estação de elevação na nova zona hoteleira de Ponta Sinó e a sua correspondente linha de impulsão, neste caso de 5 Km de longitude. Este equipamento foi dotado de um sistema de separação de sólidos, gorduras e areias.

 

A Estação de Tratamento das Águas Residuais (ETAR) foi alvo de uma ampliação da sua capacidade em 50%, passando assim de um caudal de entrada máximo de 2.500 m3/dia, a 3.750 m3/dia. Para isto, foi construída uma nova linha de tratamento biológico, a terceira, de 1.250 m3/dia. Paralelamente, foi reforçado o pré-tratamento, a aeração biológica e ampliado o tratamento terciário com um novo processo de decantação lamelar.

 

Nestas obras também foi contemplada a eficiência energética e, para além da instalação de dispositivos de optimização do rendimento dos equipamentos electromecânicos e de iluminação LED, foi construída uma central solar fotovoltaica de 300 kWp que irá gerar 30% da energia eléctrica consumida nos processos de tratamento das águas residuais. A ETAR de Santa Maria conta, ainda, com um posto de recarga de viaturas eléctricas.

 

Numa aposta pela sustentabilidade, a preocupação pela preservação do meio ambiente e pela optimização dos recursos disponíveis, foi incorporada uma segunda etapa ao tratamento terciário, para aumentar o número de usos da água regenerada, nomeadamente na agricultura alimentar. Esta nova etapa inclui três processos consistentes na ultrafiltração, ozonização e osmose inversa.

 

O investimento foi de 440 milhões de escudos, financiados pela banca comercial nacional, neste caso o Banco Caboverdiano de Negócios (BCN) em 90% e pelos recursos próprios da empresa em 8%. O restante 2% foi um financiamento a fundo perdido do projecto “Acesso à Energia Sustentável para Gestão da Água: Nexos Energia-Água”, financiado pelo Fundo Global para o Ambiente GEF e a ser implementado em Cabo Verde pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e pelo Governo, através do Ministério de Indústria Comércio e Energia (MICE).

 

Estas obras de ampliação irão garantir o serviço a uma população residente de 8.000 pessoas e a 14.000 turistas, e estão alinhadas com o estabelecido no Plano Estratégico Nacional de Água e Saneamento (PLENAS) e com Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6.2, que prevê o acesso equitativo ao saneamento básico até 2030.

 

Fonte © Águas de Ponta Preta